Temos que relembrar um tópico: o pensamento cria a realidade.
Através do experimento da dupla fenda de Thomas Yong, descobrimos que ao observarmos
um elétron, víamos partículas da experiência e quando não observamos, vemos
ondas de possibilidades (essa é uma forma resumida para falarmos, por isso,
vejam o experimento da dupla fenda).
O que isso quer dizer? Que quando focamos nossos
pensamentos, sentimos, gera uma ação que traz a experiência para nossa
realidade e, quando não observamos/focamos, existem apenas possibilidades.
Em outras
palavras, precisamos observar para experienciar o que está sendo observado.
Retomamos esta breve explicação para ficar compreensível nosso estudo.
Analisaremos as palavras do Mestre no livro da Bíblia: “NÃO
JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAS JULGADO E COM A MEDIDA QUE MEDIRDES, SEREIS MEDIDO”
com uma visão Metafísica. A palavra “não julgueis” (julgar) nada mais é do que observar
e toda observação é construtiva ou destrutiva, dependendo de sua visão e de sua
mente no momento. Entendendo isso, fica fácil. Se julgar é observar, agora
sabemos que a observação cria a experiência.
O que o Mestre realmente dizia então em termos Metafísicos: “Da
mesma forma que julgares seus semelhantes, sereis julgados”. Em outras
palavras, da mesma forma que observarem seus semelhantes, passará pela
experiência observada e com a medida que medires sereis medido.”
A medida a que o Mestre se refere é a intensidade que coloca
sua observação. Por exemplo: você pode observar uma pessoa com um traje ou
linguajar grosseiro e não gostar do que você vê, mas logo se desvia a
observação para outro lugar, não teve tanto peso em termos criativos. Mas, se
observares com repulsa, sua medida será pesada demais e sua criação mais
profunda; desta forma, você atrai,
terá que passar por experiências com a mesma
medida para aprender a lição.
Tudo nesta vida é lição e aprendizado. Enquanto as lições
não são aprendidas ou relembradas, as experiências são repetidas. O que quebra
o circulo da repetição de experiências boas ou ruins é o aprendizado da lição que
não deveis julgar seus semelhantes.
Basicamente a vida se resume nisso (observação). Simples,
não é mesmo? Mas, constantemente as pessoas caem na mesma armadilha mental, que
é o julgamento destrutivo de seus semelhantes todos os dias, dando continuidade
ao círculo de experiências dolorosas, como a falência financeira, divórcios,
doenças, etc.
Vamos agora, a alguns exemplos práticos para melhor compreensão
desta passagem Bíblica de Mateus, capítulo 7, versículos de 1 a 3 destacado
acima.
Entrevistamos diversas pessoas ao decorrer de anos para
entender um pouco do que trazia as experiências de qualquer espécie e intensidade
a elas. O resultado era sempre o mesmo: tudo o que eles julgavam, aconteciam,
mais cedo ou mais tarde a elas. Vamos contar apenas a historia de apenas uma
pessoa para ilustrar. Daremos o nome do nosso entrevistado de Pedro.
Quando falamos com o Pedro, nos relatou sua vida, que era um
homem de poucas finanças, que seus relacionamentos não tinham sido lá grandes
coisas e vivia sempre com alguma enfermidade. Fizemos uma anamnese para
entender o que havia criado tudo aquilo que se queixava. Perguntamos a ele como
que havia sido sua observação com seus semelhantes ao longo dos anos, se ele
tinha apenas observado as pessoas sem julgar pelo que eram ou como se vestiam,
andavam, falavam, etc., ou se as julgavam destrutivamente
Pedro não tinha ciência de como havia julgado todos e tudo
em sua vida de uma maneira destrutiva. Seu julgamento crítico destrutivo era
inconsciente. Mas, isso não importa, consciente ou inconsciente, você acaba
atraindo o que julga ou observa.
Explicamos que somos uma única onda de informação e o que
vemos é apenas uma manifestação de nós mesmos entre outras coisas. Pedro nos
diz que quando via uma pessoa doente, mas com a aparência boa, a julgava,
dizendo: “Esta pessoa deve estar mentindo, fazendo-se de vítima” e agora ele se
encontrava na mesma situação.
Ao observar pessoas se divorciando, as criticavam, pois
sempre acreditava que os casamentos deviam ser eternos. Mas era um julgamento
e, como “julgas, será julgado”. Pedro passou por vários divórcios. Isso aconteceu
em outras áreas também.
Vocês ficariam estarrecidos com quantas pessoas podemos
observar em todos estes anos e como o julgamento destrutivo retorna
imediatamente ou anos afora, mas sempre retorna. A chave para sair deste
círculo de experiências destrutivas causadas pelo julgamento sem medidas é:
·
Sejam nulos diante dos acontecimentos. O que
está acontecendo só está acontecendo. Observe, mas não reaja de nenhuma forma.
Não podemos deixar de observar. Até os cegos observam de uma
outra perspectiva e a observação ou julgamento é necessário para escolhermos a
nossa experiência. Mas, diante de seus semelhantes, busque a libertação do
julgamento destrutivo. Analise como você vê as pessoas, roupas, status social, religião,
cor, raça, modo de falar, andar, etc. Desta forma, podereis sair dos
acontecimentos destrutivos que os acompanham ao longo da vida. Lembre-se: o
pensamento e sentimento geram ações que criam sua realidade,
Pare de se condenar pelo que acontece com você e decida hoje
julgar construtivamente a vida e todos de uma outra forma, com amor, compaixão
e respeito pelos seres humanos e terá uma vida plenamente sã e saudável.
Obrigado a todos! Jonas Moreira dos Santos – 02/12/2017
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