sábado, 2 de dezembro de 2017

JULGAR SEU SEMELHANTE: UMA FORMA DESTRUTIVA E INCONSCIENTE DE CRIAÇÃO

Temos que relembrar um tópico: o pensamento cria a realidade. Através do experimento da dupla fenda de Thomas Yong, descobrimos que ao observarmos um elétron, víamos partículas da experiência e quando não observamos, vemos ondas de possibilidades (essa é uma forma resumida para falarmos, por isso, vejam o experimento da dupla fenda).

O que isso quer dizer? Que quando focamos nossos pensamentos, sentimos, gera uma ação que traz a experiência para nossa realidade e, quando não observamos/focamos, existem apenas possibilidades. 
Em outras palavras, precisamos observar para experienciar o que está sendo observado. Retomamos esta breve explicação para ficar compreensível nosso estudo.

Analisaremos as palavras do Mestre no livro da Bíblia: “NÃO JULGUEIS PARA QUE NÃO SEJAS JULGADO E COM A MEDIDA QUE MEDIRDES, SEREIS MEDIDO” com uma visão Metafísica. A palavra “não julgueis” (julgar) nada mais é do que observar e toda observação é construtiva ou destrutiva, dependendo de sua visão e de sua mente no momento. Entendendo isso, fica fácil. Se julgar é observar, agora sabemos que a observação cria a experiência.

O que o Mestre realmente dizia então em termos Metafísicos: “Da mesma forma que julgares seus semelhantes, sereis julgados”. Em outras palavras, da mesma forma que observarem seus semelhantes, passará pela experiência observada e com a medida que medires sereis medido.”

A medida a que o Mestre se refere é a intensidade que coloca sua observação. Por exemplo: você pode observar uma pessoa com um traje ou linguajar grosseiro e não gostar do que você vê, mas logo se desvia a observação para outro lugar, não teve tanto peso em termos criativos. Mas, se observares com repulsa, sua medida será pesada demais e sua criação mais profunda; desta forma, você atrai, 
terá que passar por experiências com a mesma medida para aprender a lição.

Tudo nesta vida é lição e aprendizado. Enquanto as lições não são aprendidas ou relembradas, as experiências são repetidas. O que quebra o circulo da repetição de experiências boas ou ruins é o aprendizado da lição que não deveis julgar seus semelhantes.

Basicamente a vida se resume nisso (observação). Simples, não é mesmo? Mas, constantemente as pessoas caem na mesma armadilha mental, que é o julgamento destrutivo de seus semelhantes todos os dias, dando continuidade ao círculo de experiências dolorosas, como a falência financeira, divórcios, doenças, etc.

Vamos agora, a alguns exemplos práticos para melhor compreensão desta passagem Bíblica de Mateus, capítulo 7, versículos de 1 a 3 destacado acima.

Entrevistamos diversas pessoas ao decorrer de anos para entender um pouco do que trazia as experiências de qualquer espécie e intensidade a elas. O resultado era sempre o mesmo: tudo o que eles julgavam, aconteciam, mais cedo ou mais tarde a elas. Vamos contar apenas a historia de apenas uma pessoa para ilustrar. Daremos o nome do nosso entrevistado de Pedro.

Quando falamos com o Pedro, nos relatou sua vida, que era um homem de poucas finanças, que seus relacionamentos não tinham sido lá grandes coisas e vivia sempre com alguma enfermidade. Fizemos uma anamnese para entender o que havia criado tudo aquilo que se queixava. Perguntamos a ele como que havia sido sua observação com seus semelhantes ao longo dos anos, se ele tinha apenas observado as pessoas sem julgar pelo que eram ou como se vestiam, andavam, falavam, etc., ou se as julgavam destrutivamente

Pedro não tinha ciência de como havia julgado todos e tudo em sua vida de uma maneira destrutiva. Seu julgamento crítico destrutivo era inconsciente. Mas, isso não importa, consciente ou inconsciente, você acaba atraindo o que julga ou observa.

Explicamos que somos uma única onda de informação e o que vemos é apenas uma manifestação de nós mesmos entre outras coisas. Pedro nos diz que quando via uma pessoa doente, mas com a aparência boa, a julgava, dizendo: “Esta pessoa deve estar mentindo, fazendo-se de vítima” e agora ele se encontrava na mesma situação.

Ao observar pessoas se divorciando, as criticavam, pois sempre acreditava que os casamentos deviam ser eternos. Mas era um julgamento e, como “julgas, será julgado”. Pedro passou por vários divórcios. Isso aconteceu em outras áreas também.

Vocês ficariam estarrecidos com quantas pessoas podemos observar em todos estes anos e como o julgamento destrutivo retorna imediatamente ou anos afora, mas sempre retorna. A chave para sair deste círculo de experiências destrutivas causadas pelo julgamento sem medidas é:
·       
         Sejam nulos diante dos acontecimentos. O que está acontecendo só está acontecendo. Observe, mas não reaja de nenhuma forma.

Não podemos deixar de observar. Até os cegos observam de uma outra perspectiva e a observação ou julgamento é necessário para escolhermos a nossa experiência. Mas, diante de seus semelhantes, busque a libertação do julgamento destrutivo. Analise como você vê as pessoas, roupas, status social, religião, cor, raça, modo de falar, andar, etc. Desta forma, podereis sair dos acontecimentos destrutivos que os acompanham ao longo da vida. Lembre-se: o pensamento e sentimento geram ações que criam sua realidade,

Pare de se condenar pelo que acontece com você e decida hoje julgar construtivamente a vida e todos de uma outra forma, com amor, compaixão e respeito pelos seres humanos e terá uma vida plenamente sã e saudável.

Obrigado a todos! Jonas Moreira dos Santos – 02/12/2017

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